quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Chuva

Chove esta manhã e lhe pergunto:
Quem sou?
Agora, nesse escritório, sentada à mesa administrativa, vejo pela janela que chove lá fora, torno a perguntar-lhe:
Quem sou?
A chuva não responde, o silêncio fica mudo, o pensamento aponta-me várias possibilidades. E ainda assim, insisto, quem sou?
Sou alguém de crachá, a ter várias tarefas a cumprir e a esperar o sino das 18h, avisar, que venci mais um dia.
Percebo então, que o que já disseram, faz sentido:
"Chove lá fora e aqui faz tanto frio, me dá vontade de saber", mas, nesse caso, saber quem:
Quem sou?

2 comentários:

Gunnar Vargas disse...

tem uma música do Candeia, que pra mim, representa a alma brasileira, e que pode complementar essa questão:

"Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

...Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar"

ele vai procurar a si mesmo, o que é muito mais complexo que procurar a outra pessoa...

Marinês disse...

Maravilhosa a música e complementa perfeitamente a minha inquietação.
Amei!!!