Eu aprendi que não importa quantos anos a gente tenha, sempre seremos imaturos de fato em alguma decisão.
Eu aprendi que por mais que um ente querido se vá há muitos anos, os olhos sempre lacrimejarão e o coração sempre pulsara num ritmo apertado e sofrido quando lembranças vierem.
Eu aprendi que na vida existem pessoas de todo tipo e que conviver em meio a tanta diferença nem sempre é fácil.
Aprendi que os piores momentos são aqueles que surgem de coisas mesquinhas.
Aprendi que a felicidade da gente incomoda a muitos.
Aprendi que ser polida é o mais sensato.
Aprendi que ser sensato é sofrível.
Aprendi que as subjetividades colocam um leque de opções para se justificar tantas barbáries.
Aprendi que às vezes da vontade de trancar a porta e ficar ali sozinha em silêncio.
Aprendi que as palavras são causadoras de tantos conflitos.
Aprendi que ainda tenho tanto para aprender e que essa fadiga e esse mal estar passarão muito em breve e com a cabeça leve os pensamentos surgirão mais claros.
Aprendi que sofrer é um mero ponto de vista. É de onde eu olho, do ângulo que enxergo que os problemas se apresentam.
Aprendi também que só otimismo : não basta!
Aprendi que fé é algo que oscila
Aprendi que Deus ainda nesse oscilar de fé me ensinará que amanhã é outro dia e que com ele, novos saberes se apresentarão!
BLOG DA ESCRITA
sábado, 17 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Inquietude
A avó traz a bandeja de café com leite e bolachas. Bolachas de aveia e mel, as prediletas de Sophia. Não, não causou impacto a abordagem de Eulália.
-Filha, suas bolachas prediletas. - Não tenho vontade vovó! - Por que querida? Por quê?Cabisbaixa, sai do sofá e vai até o quarto. Deita um pouco, levanta, mexe nos livros, vai para o computador, entra e sai da internet, volta para sala. Depara-se com a avó a degustar o tal lanchinho. A senhora com sorriso puro, meigo, mostra a bandeja da neta. - Faz - me companhia, antes que esfrie o café com leite. Sente-se comigo. Mais tarde, começa um filme bom na sessão da tarde, e se por ventura a fome nos incomodar de novo, faço uma pipoca, se preferir bolinhos de chuva! - Vem, come um pouquinho ! Como num piscar de olhos Sophia some da sala. Lá fora acaricia o cão, vai até o portão, observa a rua, volta para casa. Na entrada a vovó lava a louça e sorri apenas. Ao passar pela sala encontra-se com a bandeja de seu lanche na mesinha de centro, nota que a xícara de porcelana é uma sobrevivente do enxoval da avó. Vai ao escritório, observa os detalhes que inspiravam o vovô a trabalhar. As cortinas dançam com o vento que adentra o espaço. O porta retrato super fashion em uma mesa tão classica mostra um casal sorrindo e feliz com uma criança no colo. A avó entra devagarinho para não assustar e ao chegar vê que a neta olha minuciosamente o retrato. - É você minha linda, ainda bebezinho, seus pais me trouxeram de presente. Imediatamente, seu avô se apoderou. Vocês eram a alegria desse homem. Depois do acidente, ele ficava horas nesse escritório, e de vez em quando, eu entrava e o via com o porta retrato nos braços a chorar. Ele sempre agradeceu a Deus por você não ter ido naquele dia. Eu também!
- Vou regar as plantas, Sô ! A menina sentou, abraçou o porta retrato, e chorou. Observou pela janela, Eulália com certa intimidade com as plantas e por um instante alegrou-se. Voltou para o quarto, foi para cozinha, sentou no sofá. Com o controle da TV, descontrola-se ao mudar os canais. A avó chega à sala, senta ao lado dela. Sophia levanta-se vai pegar um copo d'agua, toma um gole e fica alguns minutos à beira da pia...
- Sophia, Sophia, para que tanta angústia? Está inquieta? O que aconteceu? Posso ajudar?Encostada na quina da porta, atenta e sensivel percebeu a vovó preocupada. Olhou fixamente para aqueles olhos já envelhecidos, olhou rapidamente o cenário da sala. A bandeja estava ainda a sua espera. Tudo tão equilibrado, tudo tão familiar!!! Não titubeou: - Quer ajudar vovó?
Com tom meloso, pediu: Esquenta meu cafezinho com leite? A avó balança a cabeça com certa graça e com um risinho acanhado vai para cozinha. Após uns minutos volta com outra xícara:
- Fiz, melhor! Fiz um café fresquinhoooo só para você! Sophia aproveita cada gole daquele café , aproveita uma a uma aquelas bolachas.... Ao término do lanche a avó diz:
- Tudo bem Sô ? Quer conversar?
- Não vó, você já disse tudo: angústia, inquietação, inquietação e angústia...
As duas, novamente se olham e silenciam. De repente surge uma nova frase:
- Vó, na hora do filme, vou preferir : colo e bolo de fubá!
A avó, com a bandeja de café com leite e bolachas. Bolachas de aveia e mel, as prediletas de Sophia. Não , não causou impacto a abordagem de Eulália.
-Filha, suas bolachas prediletas. - Não tenho vontade vovó! - Por quê querida? Por quê?
Cabisbaixa, sai do sofá e vai até o quarto. Deita um pouco, levanta, mexe nos livros, vai para o computador, entra e sai da internet, volta para sala. Depara-se com a avó a degustar o tal lanchinho. A senhora com sorriso puro, meigo , mostra a bandeja da neta. - Faz - me companhia, antes que esfrie o café com leite. Senta-se comigo. Mais tarde, começa um filminho bom na sessão da tarde, e se por ventura a fome nos incomodar de novo, faço uma pipoquinha, se preferir bolinhos de chuva! - Vem, come um pouquinho ! Como num piscar de olhos Sophia some da sala. Lá fora acaricia o cão, vai até o portão, observa a rua, volta para casa. Na entrada a vovó lava a louça e sorri apenas. Ao passar pela sala encontra-se com a bandeja de seu lanche na mesinha de centro. Tão bela, forrada com toalhinha de seda, xícara de porcelana, sobrevivente do enxoval de Eulália. Vai ao escritório, observa os detalhes que inspiravam o vovô a trabalhar. As cortinas dançam com o vento que adentra o espaço. O porta retrato na mesa tão formal, mostra um casal sorrindo e feliz com uma criança no cólo. A avó entra devagarinho para não assustar e ao chegar vê que a neta observa minuciosamente. - É você minha linda, ainda bebêzinho, seus pais me trouxeram de presente. Imediatamente seu avô se apoderou. Vocês eram a alegria desse homem. Depois do acidente, ele ficava horas nesse escritório, e de vez em quando, eu entrava e o via com o porta retrato nos braços a chorar. Ele sempre agradeceu a Deus por você não ter ido naquele dia. Eu também!
- Vou regar as plantas Sô!
A menina sentou, abraçou o porta retrato, e chorou. Observou pela janela, Eulália com certa intimidade com as plantas. Voltou para o quarto, foi para cozinha, sentou no sofá, com o controle da tv , descontrala-se ao mudar os canais. A avó chega na sala, senta ao lado dela. Sofhia levanta-se vai pegar um copo d'agua, toma um gole e fica alguns minutos à beira da pia...
-Filha, suas bolachas prediletas. - Não tenho vontade vovó! - Por quê querida? Por quê?
Cabisbaixa, sai do sofá e vai até o quarto. Deita um pouco, levanta, mexe nos livros, vai para o computador, entra e sai da internet, volta para sala. Depara-se com a avó a degustar o tal lanchinho. A senhora com sorriso puro, meigo , mostra a bandeja da neta. - Faz - me companhia, antes que esfrie o café com leite. Senta-se comigo. Mais tarde, começa um filminho bom na sessão da tarde, e se por ventura a fome nos incomodar de novo, faço uma pipoquinha, se preferir bolinhos de chuva! - Vem, come um pouquinho ! Como num piscar de olhos Sophia some da sala. Lá fora acaricia o cão, vai até o portão, observa a rua, volta para casa. Na entrada a vovó lava a louça e sorri apenas. Ao passar pela sala encontra-se com a bandeja de seu lanche na mesinha de centro. Tão bela, forrada com toalhinha de seda, xícara de porcelana, sobrevivente do enxoval de Eulália. Vai ao escritório, observa os detalhes que inspiravam o vovô a trabalhar. As cortinas dançam com o vento que adentra o espaço. O porta retrato na mesa tão formal, mostra um casal sorrindo e feliz com uma criança no cólo. A avó entra devagarinho para não assustar e ao chegar vê que a neta observa minuciosamente. - É você minha linda, ainda bebêzinho, seus pais me trouxeram de presente. Imediatamente seu avô se apoderou. Vocês eram a alegria desse homem. Depois do acidente, ele ficava horas nesse escritório, e de vez em quando, eu entrava e o via com o porta retrato nos braços a chorar. Ele sempre agradeceu a Deus por você não ter ido naquele dia. Eu também!
- Vou regar as plantas Sô!
A menina sentou, abraçou o porta retrato, e chorou. Observou pela janela, Eulália com certa intimidade com as plantas. Voltou para o quarto, foi para cozinha, sentou no sofá, com o controle da tv , descontrala-se ao mudar os canais. A avó chega na sala, senta ao lado dela. Sofhia levanta-se vai pegar um copo d'agua, toma um gole e fica alguns minutos à beira da pia...
- Sofhia, Sofhia, para que tanta angústia? Está inquieta? O que aconteceu? Posso ajudar?
- Encostada na quina da porta, atenta, percebeu a vovó preocupada. Olhou fixamente para aqueles olhos já envelhecidos, olhou rapidamente o cenário da sala. A bandeja estava ainda a sua espera. Tudo tão equilibrado, tudo tão familiar!!! Não titubeou: - Quer ajudar vovó? com tom meloso, pediu: Esquenta meu cafezinho com leite? A avó balança a cabeça com certa graça e com um risinho acanhado vai para cozinha. Após uns minutinhos volta com outra xicara: - Fiz, melhor! Fiz um café fresquinhoooo! Sofhia aproveita cada gole daquele café , aproveita uma a uma aquelas bolachas.... Ao termino do lanche a avó diz: - tudo bem Sô? Quer conversar? - Não vó, você já disse tudo: angústia, inquietação, inquietação e angústia. Na hora do filme, vou preferir: cólo e bolo de fubá!
- Encostada na quina da porta, atenta, percebeu a vovó preocupada. Olhou fixamente para aqueles olhos já envelhecidos, olhou rapidamente o cenário da sala. A bandeja estava ainda a sua espera. Tudo tão equilibrado, tudo tão familiar!!! Não titubeou: - Quer ajudar vovó? com tom meloso, pediu: Esquenta meu cafezinho com leite? A avó balança a cabeça com certa graça e com um risinho acanhado vai para cozinha. Após uns minutinhos volta com outra xicara: - Fiz, melhor! Fiz um café fresquinhoooo! Sofhia aproveita cada gole daquele café , aproveita uma a uma aquelas bolachas.... Ao termino do lanche a avó diz: - tudo bem Sô? Quer conversar? - Não vó, você já disse tudo: angústia, inquietação, inquietação e angústia. Na hora do filme, vou preferir: cólo e bolo de fubá!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
O relógio aponta 16h.
La fora a árvore balança num verde só a coreografia de uma bela dança.
O insistente barulho dos muitos teclados divergem do silêncio humano que paira na sala. No escritório é sempre assim: as pessoas digitam , digitam e digitam e cada vez mais esse repetir "digitativo" faz parte de um outro universo. O universo de falar com os dedos!
Já falei tanto na vida que não saberia precisar quantas frases me fizeram companhia. Lembro-me somente que as palavras de outrora eram ditas via fala , telefone ou escrita. Lembro-me das cartas que redigi para tanta gente . Muitas delas encontram-se em alguma gaveta em algum canto do mundo e apontam certamente erros ortográficos. Citando Carpinejar: "A vida com erros de ortografia tem mais sentido. Ninguém ama com bons modos". Assim, sei que independente dos erros, amei muito nas cartas que enviei. Amei o ato de me debruçar na mesa e escrever com canetas coloridas e criar desenhos que por ora me tornavam uma grande artista plástica e uma grande escritora. Tudo isso, era a fala transposta em meios que permitiam sua materialização. Agora em outros tempos, materializa-se via email, via redes sociais e tem como ferramenta o ato de digitar. Não, não estou nostálgica, nem tão pouco afirmando que lá era melhor que cá. Longe disso, somos assim dispostos a caminhar dentre as descobertas. Esse é o incrivel manifesto do existir. Mas, entre um digitar e outro e 0 "tilintar do relógio" percebi que me falta apenas utilizar esses mesmos dedos para acariciar minha pele, tocar meu cabelo, apertar a mão de um amigo, abraçar com veemência, fazer um tchau carinhoso para criança que passa e sorri. Tocar essa árvore que tão perto está e tão longe fica , falta-me enfim : apreciar detalhes ! Falta-me o toque, o outro, o urgente, o agora, o já. Não, não estou falando só de tecnologia, mas da urgência de conseguir retomar aquelas coisinhas simples e tão poéticas que ficaram para trás como algo sem importância, falta-me retomar de novo a poesia . E nessa discussao do faltar, vejo que me falta tempo. O relógio que agora aponta 16h30, tambem me aponta que em meia hora, esse meu raciocínio já esta defasado e assim, é que aproveito para sair um pouco da cadeira, descansar meus dedos do frenético digitar e colocá-los para dançar num demorado alongamento e enfim, apenas apreciar: a árvore, os dedos, o relogio, a nostalgia, e entender que agora às quase 16h45, todo esse questionamento já ficou para trás!!!!
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Da beleza das coisas!!!
E não precisou de nada:
Respirar de manhã e abrir os olhos, já lhe bastou!
Bastou espreguiçar-se toda e agradecer.
E ao levantar , algo belo surgiu: um desejo enorme de sorrir, de ser feliz naquele dia , e apenas, meditar na frase de Clarice Lispector:
"Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito".
E ser feliz assim, em plena segunda feira ? Logo de manhã? Sem motivo aparente? E ter vontade de dizer coisas poéticas e demonstrar ao mundo que a vida é bela?
É isso mesmo?
Exatamente isso!!!
Sem procurar respostas , apenas lembrou de Carlos Drummond de Andrade que certa vez escreveu : "Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida.
Respirar de manhã e abrir os olhos, já lhe bastou!
Bastou espreguiçar-se toda e agradecer.
E ao levantar , algo belo surgiu: um desejo enorme de sorrir, de ser feliz naquele dia , e apenas, meditar na frase de Clarice Lispector:
"Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito".
E ser feliz assim, em plena segunda feira ? Logo de manhã? Sem motivo aparente? E ter vontade de dizer coisas poéticas e demonstrar ao mundo que a vida é bela?
É isso mesmo?
Exatamente isso!!!
Sem procurar respostas , apenas lembrou de Carlos Drummond de Andrade que certa vez escreveu : "Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
E em meio a polemica do estupro num programa tão banal.
Um estupro caso serio transformado em romance em rede nacional.
E me perguntam o que eu acho a respeito:
-sei lá, não acho legal!
Não acho legal ter que discutir a respeito dessa obra.
Não se tem discutido outra coisa a não ser esse episódio: O tal estupro!!!
Cá entre nós eu não to a fim de discursar sobre esse caso.
Mas, é assim mesmo: " Me Aparece cada uma".
parece ate uma caixa acoplada de marca bem vagabunda cheia de rachaduras e que a toda hora vazam essas tais informações. Cá entre nós: é um porre ficar puxando com o rodo a fim de jogar tudo isso, ralo abaixo!!!
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